Pedro Morais

Bio

Small Book: “Bullying – Uma Verdade Escondida” Dedicatória: Antes de mais, dedico este livro a toda a gente que sofre ou já sofreu de Bullying, seja direta ou indiretamente. Dedico também ás pessoas que sempre me apoiaram e me fizeram ter forças para aguentar as adversidades da vida e ma fizeram também aguentar a minha luta constante contra o Bullying. Infância Desde pequenino que fui sempre gozado. Os meus colegas tratavam-me mal e eu não tinha opção a não ser defender-me e de alguma maneira, de forma inconsciente, começara a minha luta contra o Bullying. Sempre gostei de roupa, desenho e de estar com raparigas…na maior parte das vezes identifico-me mais com elas do que seja com os rapazes. Então, ia sempre brincar com elas para a “Casinha das Bonecas” brincar com as bonecas, fazer-me de pai dos Nenucos e adorava, só que os meus colegas rapazes, que gostavam mais de jogar futebol e brincar com carrinhos, gozavam comigo por eu ser “diferente”. Sofri, sim mas acho que aquela altura da minha vida foi a mais “fácil” para mim do que esta que passo agora. Estive, numa escola que ficava a mais ou menos 500 metros da minha casa, fiquei até ao 3º ano, e fui bastante feliz, sim tenho a “coragem” de dizer que fui feliz naquela escola. Fiz amigos que até hoje falo com eles e são como irmãos para mim. No quarto ano, fui para uma escola na Freguesia de Santa Clara, porque ficava mais próxima do ATL onde estava inscrito…e foi a partir desta altura que as coisas começaram a piorar… Era bastante gozado porque gostava (e gosto) de dançar, de cantar, de desenhar roupa e tenho que admitir que havia vezes que me defendia das maneiras mais negativas. Como resultado de todas estas coisas, acabei por perder o ano, e fui para uma escola onde praticamente a maioria dos alunos que frequentavam aquela escola, eram da periferia da escola, periferia essa denominada uma “zona problemática”. E mais uma vez, acabei por ser “massacrado” pelas atitudes maléficas e pelos comentários maldosos dos meus colegas, e houve uma vez que fui trancado numa casa de banho pelos meus “colegas” durante duas horas, saindo de lá com um ataque de pânico grave, indo parar ao hospital. Fiz amigos lá, mas também fui bastante agredido. Chamavam-me Floribella, entre muitas outras coisas…e essas palavras e atitudes ficaram marcadas cá dentro. As palavras conseguem ferir mais de 50 facas espetadas no corpo. Adolescência Complicada De novo, acabei por mudar de escola outra vez, porque mudei de casa. Fui para uma escola que ficava próxima da minha casa. Durante três anos passei por uma fase negra na minha curta vida. Tudo na minha vida estava num caos: Na escola era gozado pelos meus colegas, só pelo facto de gostar de uma série infantil que se chamava “Chiquititas” e era chamado por esse nome. Em casa, era agredido fisicamente por um ex-namorado da minha mãe, e tinha que estar calado e não dizer nada a minha mãe, e também não podia dizer nada na escola, porque senão era cada vez mais violentado por ele. Uma vez, só porque tinha faltado as aulas por não conseguir aguentar mais a pressão que sofria diariamente por os meus colegas me chamarem nomes e me agredirem, fui levado por ele a uma casa de correção, e sem a minha mãe saber, ia sendo abandonado por ele naquele sítio, escuro, sombrio e horrendo. Finalmente, um dia ganhei coragem e resolvi contar á minha mãe o que se passava e livrei-me do sofrimento que passei. No ultimo ano, tinha ingressado no terceiro ciclo do esnino básico, e fui para para uma escola onde voltei a encontrar aquelas tais pessoas que me tinham tratado mal , aquelas pessoas da “zona problemática”, e me trataram pior ainda. Fiz amigos, claro, mas também fui exposto a cenas mais violentas do que tinha sido exposto na altura que tinha ido para aquela escola onde me chamavam “floribela”. Passei o sétimo, a muito custo, e o oitavo ano, foi o ano onde senti mais calma, talvez porque já conhecia melhor a escola e já estava lá adaptado. Até que, quando passei para o nono ano e comecei a frequentar as aulas, conheci uma pessoa, que achava que era a melhor pessoa do mundo. Fiquei amigo dessa pessoa, e aos poucos e poucos o sentimento que ia sentindo por essa pessoa ia aumentando, e também fazia notar que, quando me aproximava dessa pessoa, ficava como as pessoas apaixonadas ficam quando vêm a sua cara-metade. Depois de muita reflexão, decidi-me declarar a essa pessoa e dizer que a amava. Mas só que havia um problema: eu nunca me tinha apaixonado por uma pessoa do mesmo sexo do que eu. Quando me declarei, esperava levar um “par de sopapos” na cara, mas não esse rapaz aceitou o facto de eu gostar dele e o meu sentimento foi aumentando por ele. A partir dessa altura, fomos tendo bons momentos, como os casais de “namorados” têm…e foi nessa altura que descobri que era bissexual. Mas, foi a partir dessa altura que as coisas começaram a descambar…tão ingénuo que fui…ele começou a ser frio comigo e tudo, até que chegou a altura em que acabei por ser extremamente magoado por ele, que dizia a toda a gente que aquilo que nós os dois tínhamos tido era tudo mentira, mesmo sabendo que não, que era tudo verdade… e esse episódio e outro, que era uma professora (diretora de turma) conseguiu que eu fosse expulso da escola. Eu sei que não sou nenhum santo, mas eu não fiz nada para ser maltratado por aquela “senhora” que me expulsou daquela escola. Depois de tudo isto, tive que refazer o nono ano, ano em que fui bem tratado na minha turma e já estava de cabeça mais assente no pescoço, e passei um bom ano, excepto alguns acontecimentos com uma amostra de “hacker” judoca. Passei o nono ano e fui parar para uma escola de Artes. Fui parar para uma turma espetacular, e quando entrei na sala de aula pela primeira vez, olhei para um lindo rapaz de olhos azuis, que me fez ficar completamente hipnotizado por ele…para fazer com que ele me desse o seu número de telemóvel, cantava a musica “Call Me Maybe” da Carly Rae Jepsen, e foi a partir dessa altura que os meus colegas todos da minha turma ficaram a ter uma breve noção de que gostava dele…gostava, sim. Só que a cada dia que passava, a atração ia crescendo e ia ficando cada vez mais hipnotizado por aquele rapaz lindo, simpático, humilde, bondoso e carinhoso, etc…e duas raparigas da minha turma, que não iam com a minha cara por causa da minha orientação sexual e pelo facto de eu gostar de cantar, dançar e desenhar roupa, aperceberam-se de que eu gostava dele e foram-lhe dizer que eu sentia algo por ele… Uma dessas raparigas, diz-se ser Neo Nazi e fez a minha vida num inferno, fazendo com que ele ficasse, sem eu ter nada a ver com isso, uma opinião mais errada e irrealista da minha pessoa. E elas continuam a tentar fazer a minha vida num inferno, mas não vão conseguir, porque eu realmente abri os meus olhos e estou a lutar por mim e pelos meus objetivos. E esta é uma breve síntese do que tem sido a minha vida, uma vida de luta e de grande esforço, mas eu acredito que este esforço que faço, vai valer a pena. Dedico este mini-livro a minha querida colega Susana Camara, ao meu colega Paulo Melo e a todos os meus amigos verdadeiros e á minha família. Aproveito também para dedicar este mini-livro a todas as vitimas de bullying, especialmente á Amanda Todd. Sejam felizes e lutem pelos vossos sonhos. Abraços do Pedro Morais RI.

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