Marta Viana

Bio

"O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma." Fernando Pessoa Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só ...nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso. " Antoine de Saint-Exupéry Não me disseste amante madrugada pedra-de-lua pássaro viagem. No meu corpo de Agosto feito à estrada não descobriste a sombra da folhagem. Não murmuraste ao menos solidão. Amora mel morango não disseste. Não te pedi nem mar nem coração. Não tens perdão. Fui água e não bebeste. Rosa Lobato de Faria in Memória do Corpo O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei por isso muito bem... Sei ter o pasmo comigo Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do mundo... Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender... O mundo não se faz para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo. Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência é não pensar... Alberto Caeiro in O GUARDADOR DE REBANHOS Afirmas que brigámos. Que foi grave. Que o que dissemos já não tem perdão. Que vais deixar aí a tua chave e vais à cave içar o teu malão. Mas como destrinçar os nossos bens? Que livro? Que lembrança? Que papel? Os meus olhos, bem vês, és tu que os tens. Não te devolvo - é minha - a tua pele. Achei ali um sonho muito velho, não sei se o queres levar, já está no fio. E o teu casaco roto, aquele vermelho que eu costumo vestir quando está frio? E a planta que eu comprei e tu regavas? E o sol que dá no quarto de manhã? É meu o teu cachorro que eu tratava? É teu o meu canteiro de hortelã? A qual de nós pertence este destino? Este beijo era meu? Ou já não era? E o que faço das praias que já não vimos? Das marés que estão lá à nossa espera? Dividimos ao meio as madrugadas? E a falésia das tardes de Novembro? E as sonatas que ouvimos de mãos dadas? De quem é esta briga? Não me lembro! ROSA LOBATO DE FARIA in As Pequenas Palavras Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes. William Shakespeare "All the adversity I’ve had in my life, all the troubles have strengthened me… you may not realize it when it happens, but a kick in the teeth may be the best thing in the world for you.” –Walt Disney

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