Marcia Cannecchia

Bio

Eu trago em mim recordações Que não sei se são troféus ou fardos Pois estão somente estampados na memória Mas quem vai saber ? São só velhas coisas ditas e sabidas Por todos ou ninguém Lembranças perdidas sem sentido Mas juntas pra mim parecem música Nessa estrada já fui pra todo lado Tive quase tudo e, por ser quase, tive nada Rodando na ciranda que separa o joio e o trigo Eu vou dançando Vou lembrando do primeiro prazer de se estar vivo Inocências da primária vida Na ciranda da primeira vida Eu trago em mim momentos Que não sei dizer se são fortes ou fracos Dúvidas que dançam soltas na ciranda Mesmo que eu insista em ir pra dança No fim são só velhas coisas Ditas e vividas Por todos ou ninguém Lembranças perdidas sem sentido Mas juntas pra mim parecem música Que a razão não diga nada Os sonhos sempre foram minha fuga Lembranças perdidas sem sentido Mas juntas pra mim parecem música Nessa estrada já fui pra todo lado Tive quase tudo e ao longo da ciranda Das inocências sou lembrança Sou lembrança da primeira vida.

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