Fernanda Previatti

Bio

ODE ALLA VITA Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos itinerários, que não altera a marca, quem não arrisca em mudar a cor da roupa, em não falar com aqueles que não sabem. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita a paixão, quem prefere o preto no branco, que pontilham a cada "i" em vez de um conjunto de emoções, do tipo que faça seus olhos brilharem, que transformam um bocejo em um sorriso, aqueles que fazem o coração bater de erros e sentimentos. Morre quem não vira a mesa, que está infeliz no trabalho, quem não arrisca a certeza para a incerteza, para, assim, seguir um sonho. Quem não permite pelo menos uma vez em suas vidas para fugir dos conselhos sensatos. Morre quem não viaja, não lê, não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio, que não aceita ajuda, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, aquele que não faz perguntas sobre assuntos que não conhece, que não responde quando perguntado algo que ele conhece. Vamos evitar a morte em pequenas doses, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar. Apenas paciência levará a realização de uma felicidade esplêndida. Pablo Neruda

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